Quebra de patente beneficia 600 no PR
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quinta-feira, 23 de agosto de 2001
Ellen Taborda<BR>De Curitiba 
Cerca de 600 pacientes portadores do HIV no Paraná devem ser beneficiados com a decisão do governo federal de produzir o nelfinavir, medicamento utilizado no coquetel antiaids. O pedido de licenciamento compulsório da patente do remédio, produzido pela multinacional Roche, foi feito pelo ministro da Saúde, José Serra, na última quarta-feira. Ontem, o ministro disse ter errado ao falar em quebra de patente do produto. ''Não é quebra de patente, é licença compulsória, pois vamos pagar royalties para a produção do genérico.'' Serra reforçou que a medida está de acordo com a Lei Brasileira de Patentes e também com a Organização Mundial do Comércio (OMC).
De acordo com a Secretaria de Saúde do Paraná, 5,1 mil portadores do HIV utilizam o coquetel antiaids distribuídos gratuitamente pelo Ministério da Saúde no Estado. Destes, aproximadamente 600 fazem uso do nelfinavir. Segundo a responsável pelo setor de medicamentos da Central de Medicamentos do Paraná (Cemepar), Vera Cristina Zanetti, o coquetel é composto por até 14 medicamentos, que são combinados de acordo com o avanço da doença. Com o total de pacientes que utilizam o coquetel no Paraná, o Ministério da Sa© úde gastou R$ 18,3 milhões entre janeiro e julho deste ano.
Com a quebra de patente, o Laboratório Far-Manguinhos, da Fiocruz, poderá produzir o medicamento no Brasil. Para a presidente do Grupo Pela Vidda ONG que atende os soropositivos , Clarice Calo, com o barateamento do remédio, o governo poderá investir mais em campanhas de prevenção. ''Essas atitudes são louváveis. Mas o processo que leva a uma quebra de patente é demorado e vai levar tempo para que os custos sejam reduzidos.'' (Com Agência Estado)


