Londrina - Os hospitais de Londrina não contam com estrutura e equipes treinadas para fazer transplantes de fígado. Isso não significa, no entanto, que quem precisa receber um órgão na cidade está desassistido.
De acordo com a coordenadora da Central Regional Norte de Transplantes Ogle Beatriz Bacchi de Souza, são feitos na cidade transplantes de rim, córnea, coração e medula óssea. Os demais casos são encaminhados aos serviços de referência do Estado.
A maior dificuldade para quem aguarda por transplantes ainda é o tempo de espera. ''A questão é que muitas famílias ainda não compreendem e não aceitam a morte encefálica. Além disso, há casos que não são diagnosticados pelo hospital'', pontua Ogle.
Por essa razão, uma grande quantidade de órgãos é perdida, uma vez que a morte encefálica permite a doação de todos os órgãos. ''Quando é constatado o óbito somente é possível doar a córnea, ossos e válvulas cardícas'', explica a coordenadora.
No ano passado, em Londrina, foram realizados 111 transplantes de córnea, 25 de rim, dois de coração e três de medula óssea. O procedimento de medula começou a ser realizado na cidade há cerca de oito meses. Atualmente, mais de 600 pessoas estão na fila do transplante. Os dados são da Central Regional Norte, que atende 97 municípios e uma população de quase 2 milhões de pessoas.(Paula Costa Bonini/Reportagem Local)

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