Belém - A Polícia Civil do Pará vai indiciar quatro pessoas por homicídio no inquérito que apura as responsabilidades pelo naufrágio do barco Dom Luiz 15-1º, no Rio Pará, próximo ao porto de Vila do Conde, em Barcarena (120 km de Belém).
Foram resgatados 44 corpos, sendo 15 crianças e dois adolescentes. Segundo o Corpo de Bombeiros, pelo menos 16 pessoas continuam desaparecidas e 305 passageiros sobreviveram.
O barco, que fazia a linha Manaus-Santarém-Belém, tinha capacidade para 140 pessoas e transportava perto de 365 passageiros.
O Dom Luiz 15-1º ainda carregava 500 sacas de milho no porão.
O delegado responsável pelo inquérito, Gutemberg Catete, irá indiciar por homicídio o dono do barco, Carlos Augusto Gomes da Silva, o gerente da viagem, Paulo Narcy, o comandante José Carlos Rebelo Cardoso, e o empresário Antônio Rocha Júnior, que teria alugado o barco em Manaus para fazer a viagem.
Rocha Jr. é filho do deputado estadual Antônio Rocha (PMDB), proprietário da Enart (Empresa de Navegação A.R. Transportes).
Em depoimento à polícia, Silva, que é dono barco, afirmou ter alugado o barco em Manaus por R$ 7.000.
Rocha Júnior negou anteontem à noite na polícia que tenha alugado o barco de Silva. O comandante também declarou ter cumprido ordens do dono do barco para seguir viagem mesmo superlotado.
Gutemberg disse ter bilhetes de passagens e uma lista de embarque que comprovam que o Dom Luiz 15-1º foi mesmo alugado pela empresa Enart para fazer a viagem até Belém.

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