Quatro regionais compraram da Medicminas
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quinta-feira, 18 de agosto de 2005
Equipe da Folha 
Curitiba- Regionais de Saúde de Curitiba, Francisco Beltrão, Umuarama, e Apucarana compraram produtos da empresa Medicminas Equipamentos Médicos Ltda, com sede em Belo Horizonte. Técnicos da Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde do Paraná receberam ontem da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um documento identificando as cidades.
Foram enviados memorando às regionais solicitando que realizem com urgência inspeções e verifiquem se adquiriram a lidocaína, um medicamento usado em exames de endoscopia digestiva, pois ajuda a diminuir o desconforto e os reflexos do esôfago. O uso da lidocaína pode ter ocasionado as mortes de três pessoas na semana passada em Itagibá (374 km de Salvador).
Se os estabelecimentos possuírem estoque ou os tiverem utilizado, as Vigilâncias Sanitárias Municipais deverão verificar se ocorreram reações adversas e notificá-las.
Ontem foi temporariamente suspensa do quadro da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais a rede Neoativa de farmácias de manipulação, que fabricou o anestésico lidocaína.
Segundo a Anvisa, o produto era produzido em larga escala pelas farmácias e entregue ao laboratório MedicMinas, que o rotulava e revendia a entidades de saúde. A substância que está sob suspeita foi distribuída para 11 Estados, incluindo o Paraná.
O procedimento supostamente adotado pela Neoativa e a MedicMinas seria ilegal. ''Ainda que as investigações não estejam concluídas, a Neoativa é um laboratório industrial que usa o título de farmácia de manipulação como fachada para a produção de medicamentos'', afirma o presidente da Anfarmag, Hugo Guedes.(Com Folhapress)


