Quatro pessoas são presas no Paraná em operação de combate à exploração sexual
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em dez estados do Brasil e em endereços na Argentina, Paraguai, Panamá e Estados Unidos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 06 de novembro de 2020
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em dez estados do Brasil e em endereços na Argentina, Paraguai, Panamá e Estados Unidos
Viviani Costa - Grupo Folha 
Crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na internet estão na mira do Ministério da Justiça que deflagrou, nesta sexta-feira (6), a sétima fase da operação Luz na Infância. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em dez estados. Entre eles, o Paraná.
Em Cambé, duas pessoas foram presas em flagrante. Um professor, de 47 anos, e um trabalhador no setor da construção civil, de 53 anos, foram encaminhados à delegacia depois que equipes da polícia encontraram arquivos pornográficos em computadores e equipamentos eletrônicos.

“Inicialmente, eles não apresentaram o compartilhamento dos arquivos. Aparentemente, não estavam expondo, vendendo, oferecendo ou fazendo a troca dessas imagens. Essas pessoas estavam baixando fotos e vídeos e armazenando, o que também é crime”, destacou o delegado da Polícia Civil em Cambé, Paulo Henrique Costa.
Técnicos da Polícia Civil analisaram os equipamentos nos locais em que foram cumpridos os mandados de busca e apreensão. Computadores, celulares, pen drives e HDs serão periciados pela Polícia Científica.

Outros dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Paraná nas cidades de Ponta Grossa (Campos Gerais) e Toledo (Oeste). Duas pessoas foram detidas, uma em cada localidade.
“Após um trabalho de investigação na internet feito pelo Nuciber [Núcleo de Combate aos Cibercrimes da Polícia Civil do Paraná], foram identificadas pessoas que estariam armazenando fotos e vídeos de crianças e adolescentes em situação de nudez ou sexual. Agora as investigações continuam para tentar identificar quem teria produzido esse tipo de material”, afirmou o delegado-chefe do Nuciber, José Barreto.
A operação foi realizada de forma integrada com autoridades dos Estados Unidos, Argentina, Panamá e Paraguai. Segundo o Ministério da Justiça, 137 mandados de busca e apreensão foram expedidos para serem cumpridos em endereços nos estados de Alagoas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo e nos demais países.
Quem armazena esse tipo de conteúdo pode ser condenado a cumprir pena de um a quatro anos de reclusão. A condenação para quem compartilha os arquivos varia de três a seis anos. Já a produção de conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual pode acarretar pena de até oito anos de reclusão.
A primeira fase da operação Luz na Infância foi deflagrada em outubro de 2017 e resultou em 108 prisões em todo o país. De lá pra cá, mais de 500 prisões em flagrante foram realizadas pelas equipes da Polícia Civil.


