Quatro pessoas baleadas durante assalto a aeroporto no Rio
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domingo, 21 de março de 1999
Por Adriana Ferreira 
Rio de Janeiro, 22 (AE) - Pânico, correria e quatro pessoas baleadas foram as consequências de um assalto ocorrido, no início da noite desta segunda-feira (22) no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.
Cinco homens armados renderam, no setor de embarque internacional, três vigilantes da firma Transpev, que saíam com malotes da Caixa Econômica Federal. Houve tiroteio e os assaltantes, que tiveram que largar os malotes no meio do caminho, fugiram em um táxi roubarado na porta do aeroporto.
Os feridos, entre eles um turista argentino, foram levados para o Hospital Paulino Werneck e o Hospital da Aeronáutica, ambos na Ilha do Governador.
A ação ocorreu por volta das 18h30, quando os três vigilantes da Transpev voltavam da Caixa Econômica - que fica no terceiro andar do aeroporto - com os malotes. Um dos assaltantes agarrou o vigilante Haroldo Cosme de Oliveira e começou a atirar. Segundo pessoas que presenciaram a cena, o tiroteio teve uma duração entre três a cinco minutos.
Apavoradas, as pessoas que se encontravam no local se jogaram no chão, se esconderam atrás de pilastras e alguns até se jogaram dentro do balcão do check-in. A aeroviária aposentada, Maria Eunice Moreno Mota, que fora ao aeroporto para se despedir de um amigo que ia viajar, viu uma bala atingir a parede onde estava encostada a sua cadeira. "Me atirei no chão, saí rastejando e me escondi ao lado da lata do lixo", disse. "Pensei que a morte estava chegando", comentou nervosa. José Carlos da Silva Rosa ficou nervoso, passou mal e foi atendido pela Divisão Médica da Infraero que funciona no aeroporto.
O turista argentino Jorge Daniel Delneri, que se preparava para embarcar no vôo 956 da Vasp, com destino a Buenos Aires, foi atingido por uma bala no braço e na axila e foi levado para o Hospital da Aeronáutica. Ficaram ainda feridos o funcionário da Vasp, Leandro Neto Braga, atingido de raspão no braço; a funcionária da empresa de turismo BB Tur, Neri Tossano Requião, que levou um tiro na perna; e o vigilante Haroldo Cosme de Oliveira, atingido nas costas. Segundo informação fornecida pela polícia, o estado do vigilante é o único que inspira maiores cuidados.
Os assaltantes tentaram fugir no gol cinza placa LCO 0595, que eles haviam roubado e levado para o aeroporto. Como o carro não pegou, eles levaram um táxi que estava estacionado na porta do embarque. Eles deixaram o táxi em Bonsucesso.


