Quatro obras de escolas estaduais têm contrato suspenso
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Rafael Fantin 
O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) determinou na última quarta-feira a suspensão, por medida cautelar, dos contratos e pagamentos pelas obras em duas escolas estaduais em Guarapuava, no Centro-Sul do Estado, sob responsabilidade da MI Construtora. Assim, sobe para quatro o número de obras de escolas públicas em construção que tiveram os contratos suspensos por irregularidades entre a execução dos serviços e os pagamentos realizados.
Segundo o TCE, a equipe técnica apurou que a empreiteira, sediada em Salto do Lontra (Sudoeste), executou 20% das obras na escola Pedro Carli e recebeu R$ 1,7 milhão, que corresponde a 58% do valor total. Já na escola Leni Marlene Jacob, o percentual executado foi de 18%, mas o total pago supera 55% do contratado. Pelos cálculos do TCE, a empresa recebeu R$ 3,32 milhões, quando a remuneração pelo trabalho executado seria de R$ 1,66 milhão, o que significa diferença de R$ 1,65 milhão.
O TCE ainda lembra que recursos para as obras são repassados pelos governos estadual e federal, que respondeu por mais de 80% do dinheiro destinado às duas construções de Guarapuava. A Seed e a construtora MI têm 15 dias para apresentar defesa. A empreiteira foi procurada pela FOLHA para prestar esclarecimentos, mas nenhum representante entrou em contanto com a reportagem até o fechamento desta edição.
Já a Seed afirmou que acompanha as ações do Tribunal de Contas do Estado e do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) e segue cooperando com as investigações na operação "Quadro Negro". "Cabe lembrar que a investigação foi motivada por documentação encaminhada à Polícia Civil pela Secretaria Estadual da Educação, por intermédio da Procuradoria Geral do Estado, assim que foram constatadas internamente discrepâncias nas medições de algumas obras", declarou a secretaria em nota enviada à imprensa.


