Quatro milhões de argentinos têm problemas de trabalho
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quinta-feira, 07 de outubro de 1999
Por Avelino Alves 
Buenos Aires, 08 (AE) - Um total de 1.912.000 pessoas estão desempregadas na Argentina. Porém, se forem somados os subempregados, o total chega a 4 milhões, de uma força de trabalho que totaliza 13,5 milhões de pessoas. Os dados, do Indec, fruto de uma pesquisa feita em agosto, foram divulgados na edição on line de sexta do jornal ámbito Financiero. O desemprego na Argentina atinge 14,5% da população economicamente ativa. É o mesmo número de maio e 1,3 pontos superior a agosto de 98.
Existem atualmente 222 mil desempregados mais que em agosto do ano passado (82 mil na Grande Buenos Aires, 64 mil no interior e 76 mil em outros centros urbanos do país). O aumento das pessoas sem emprego é explicado, segundo a pesquisa, por dois fatores: 275 mil pessoas entraram no mercado de trabalho que, no período analisado, ofereceu apenas 55 mil novos postos. Para os analistas, existe o fator "desânimo", ou seja, as pessoas deixam de buscar trabalho por falta de recursos.
Enquanto isso, o subemprego foi de 14,9%, ou seja, um exército de dois milhões de pessoas, mostrando aumento de 1,2 pontos em relação aos 13,7% registrados em maio passado e agosto de 98. A subocupação é a categoria que abarca as pessoas que trabalham menos de 35 horas semanais e que, como o que ganham não é suficiente, buscam mais atividades para faturar melhor.
Na Grande Buenos Aires, a desocupação foi de 15,3%, ou seja, recuou 0,3 pontos em relação a maio. A grande surpresa foi a redução de 10,5% para 9,5% em apenas três meses no distrito portenho. Na conurbação, o desemprego ficou em 17,6%, leve alta de 0,1% diante de maio. Contudo, em quase todos os casos aumentou o número de subempregados. Na Grande Buenos Aires foi de 14,7%, crescimento de 0,8 pontos diante de maio. Na Capital Federal subiu de 10,4% para 11,2%, e na conurbação atingiu o pico de 17,3%, ou seja, 2,1 pontos.
Esta é a última medição do desemprego antes das eleições presidenciais, em 24 de outubro. Durante os dez anos do governo do presidente Carlos Menem, o desemprego se duplicou, ao passar de 7,1% em outubro de 1989 para 14,5% na atualidade.


