Quatro dos dez melhores trechos rodoviários estão no Paraná
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quarta-feira, 13 de novembro de 2002
Mônica Kaseker<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná tem quatro entre os dez melhores trechos rodoviários do País, segundo a Pesquisa Rodoviária 2002 da Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgada ontem. As ligações entre São Paulo e Curitiba, Paranaguá e Foz do Iguaçu, Curitiba e Porto Alegre, Ourinhos e Cascavel, Arapongas e Curitiba estão na lista. A pesquisa é feita há sete anos e tem um ranking dos 10 melhores e 10 piores trechos rodoviários.
Mesmo estando no ranking das melhores do País, os trechos citados são considerados péssimos, na opinião do presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Setcepar), Rui Cichella. Entre São Paulo e Curitiba, por exemplo, ainda falta duplicar 60 quilômetros. Já entre Curitiba e Paranaguá, estão sendo feitas várias restaurações.
''Poderíamos dizer que essas rodovias estão entre as menos piores'', diz. Cichella ressalta que dos trechos mencionados na pesquisa, apenas um não é pedagiado. ''Isso prova que o pedágio não adianta e nossa sugestão é não implantar mais'', complementa. Ele lembra que a proposta do governo era de utilizar a Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para melhorar as rodovias e, neste caso, seria demais pagar mais um imposto e ainda pedágio para o mesmo fim.
A aplicação da Cide nas estradas também foi apontada pelo presidente da CNT, Clésio Andrade, como alternativa para melhorar as condições das rodovias. ''A regulamentação imediata de Cide é fundamental para tirar o setor de transporte rodoviário do caos em que se encontra.'' Apenas para este ano, a aplicação da Cide, se fosse regulamentada, previa recursos da ordem de R$ 8,8 bilhões para serem aplicados em infra-estrutura. Segundo Andrade, na prática, somado aos recursos do orçamento, isso significaria a recuperação da malha viária brasileira ao nível das melhores rodovias do exterior.
De acordo com a Pesquisa Rodoviária 2002, 38,8% da extensão encontram-se com pavimento em estado deficiente, ruim ou péssimo (18.275 Km); 40% da extensão não estão sinalizados de forma adequada (18.841Km); 22% da extensão pesquisada não possuem acostamento (10.422 Km), além da grande extensão com placas cobertas pelo mato (18,9%).
O estado geral das rodovias foi classificado como deficiente/ruim/péssima em 59,1%; na pavimentação (48,7%), na sinalização (40%) e em engenharia (90,2%).


