Quatro áreas com fogo ainda preocupam no Paraná
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sábado, 04 de setembro de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 05 (AE) - Quatro grandes áreas que ainda registravam focos de incêndio na tarde de hoje preocupavam as autoridades paranaenses. Segundo relatório da Defesa Civil, o fogo no Parque Nacional de Ilha Grande, um dos que mais atenção exigiram na semana passada, foi totalmente controlado. O relatório aponta que 90% da Ilha Grande, a maior do arquipélago, com 78 mil hectares, foi consumido pelo incêndio.
No sábado, havia sete áreas em chamas, mas na manhã de hoje já tinham sido controlados os incêndios em Inácio Martins, Pinhão e Balsa Nova, todos no sul do Estado. Uma das situações preocupantes era a da Fazenda Araupel, em Rio Bonito do Iguaçu, no sudoeste, em razão da área de 2,5 mil hectares que já tinham sido destruídos. Próximo dali, fica a reserva indígena de Mangueirinha, que também já tinha 1,5 mil hectares tomados pelo fogo. O prefeito Elídio Moraes decretou estado de emergência, em razão do incêndio.
Em Diamante do Oeste, no oeste paranaense, o fogo tinha consumido até o início da tarde de hoje cerca de 300 hectares de mata. Em Ramilândia, município vizinho, dos 45 hectares que tinham sido queimados até sábado subiu para aproximadamente 200 hectares hoje. A Defesa Civil estava utilizando quatro helicópteros para auxiliar no trabalho de combate ao fogo. A governadora em exercício do Paraná, Emília Belinati (PTB) estará amanhã (06) visitando o posto avançado da Defesa Civil, montado em Salto Santiago, e fará um sobrevôo de helicóptero sobre a área indígena de Mangueirinha. Caçadores - Num trabalho conjunto entre a Polícia Federal, Polícia Florestal, Polícia Rodoviária e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foram detidos sexta-feira à noite seis caçadores que agiam na região da Ilha Grande, aproveitando-se da fragilidade dos animais, acuados pelo fogo. Eles foram liberados hoje pelo delegado da Polícia Federal em Guaíra, Ademir Gonçalves, após pagar fiança, mas responderão a inquérito por crime ambiental.
O trabalho de fiscalização continuará, pois foram várias as denúncias de que caçadores estavam se aproveitando que os animais fugiam para as margens da ilha, onde há área de várzea, para caçá-los. Os caçadores presos na PF tinham várias arapucas e pássaros mortos.


