O Instuto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vem realizando há cerca de um mês uma pesquisa envolvendo os quatis que vivem nas imediações das Cataratas do Iguaçu. O objetivo é detectar doenças adquiridas em decorrência da alimentação inadequada que os animais estariam recebendo dos turistas.
De acordo com o chefe de manejo do Parque Nacional do Iguaçu, Apolônio Nelson Rodrigues, cerca de 30 animais já foram capturados e submetidos a exames. Os quatis que vivem nas proximidades das Cataratas, segundo Rodrigues, estão apresentando problemas como a queda de pêlos, obesidade, cáries e até perdendo a capacidade de se alimentarem sozinhos.
Os animais capturados são levados ao laborátorio do Ibama, onde veterinários fazem coleta de sangue e os libertam. Os animais examinados deixam o laboratório com uma espécie de coleira: azul para os machos e lilás para as fêmeas. As coleras indicam quais animais já foram atendidos.
O problema com a alimentação inadequada dos quatis é antigo. ‘‘Nós já fizemos campanhas de concientização para evitar que as pessoas que visitam o parque alimentem os animais, mas parece que não surtiu efeito. Os animais continuam sendo alimentados com doces e salgadinhos’’, afirma Rodrigues. Segundo ele, os quatis que vivem em outras áreas do Parque Nacional não sofrem os problemas apresentados pelos animais que vivem próximo dos saltos.
O Ibama não sabe quantos quatis vivem nas imediações das Cataratas, mas a pesquisa ajudará o órgão a chegar a um número aproximado da espécie símbolo da cidade. A administração do parque planeja uma nova campanha de esclerecimento para evitar que os animais continuem sendo alimentados pelos visitantes das Cataratas.

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