Quase todos os doentes apresentam febre e tosse
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba- A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou, ontem, uma análise do quadro da Influenza A (H1N1) no Paraná com base em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). A avaliação levou em conta dados entre 27 de abril e 15 de agosto. Desde o início da epidemia, já foram notificadas 23.359 suspeitas da doença, sendo que 1.851 foram confirmadas e 1.217 descartadas.
Com relação aos sintomatos dos que tiveram o quadro confirmado, os dados mostram que quase 100% apresentaram tosse e febre. Também são sintomas comuns aos pacientes mialgia, calafrio, conjuntivite, dor de garganta, dispneia, artralgia e diarreia.
A semana de 2 a 9 de agosto teve o maior número de notificações da doença, tendo uma sensível redução após esse período. Já os óbitos foram mais numerosos nos dias 5 e 10 de agosto, também diminuindo após essa data. Na avaliação por sexo, homens e mulheres estão equilibrados tanto com relação à notificações, confirmações e óbitos pela gripe A.
O tempo decorrido entre a data dos sintomas e a morte do paciente variou de um a 33 dias, sendo que 12,5% levaram oito dias e 8,9% levaram cinco dias. Apenas 38,6% das vítimas fatais tinham algum fator de risco como obesidade (sete) ou obesidade mórbida (três).
No início da gravidez
A análise epidemiológica divulgada pela Sesa mostra que sete gestantes morreram no Paraná por complicações da gripe A (H1N1). Também foi divulgada a frequência de casos por fase de gestação, sendo que a grande maioria das grávidas com confirmação da doença estavam no segundo e terceiro trimestre.
Em matéria divulgada na Agência Estadual de Notícias, a Sesa informa que estudos epidemiológicos mostram que as gestantes estão mais suscetíveis à nova gripe e, por esta razão, pertencem ao grupo de risco. Para elas, são recomendados cuidados especiais, como evitar contato com pessoas que estejam com sintomas gripais e evitar situações de exposição, como aglomerações, viagens e utilização de transporte público.
Na última sexta-feira, o secretário da Saúde, Gilberto Martin, assinou uma resolução que recomenda medidas preventivas para as gestantes. Entre outras, os serviços de saúde devem providenciar a transferência temporária das funcionárias gestantes para outros setores, cujas atividades sejam de menor risco e onde a gestante não fique exposta a pacientes com síndrome gripal e ao público em geral.


