Pau, França, 18 (AE) - Com oito títulos de Copa Davis em sua história, a França contou, desta vez, com Cedric Pioline como a grande estrela da equipe. Número 25 do ranking mundial, marcou o ponto decisivo dos franceses, ao derrotar Gustavo Kuerten por 6/3, 6/4 e 6/4. Já havia ganho de Fernando Meligeni, também por 3 a 0, e nos dois jogos não chegou a perder um serviço sequer. "Não costumo dizer que joguei perfeito, mas hoje estive bem perto disso", considerou. "Não deixei o Guga jogar de fundo, saquei com precisão e fiz muitos pontos nos voleios."
Com a vitória sobre o Brasil, por 3 a 2, a França alcança as semifinais e vai enfrentar a Bélgica, como grande favorita, em setembro. Os jogos deverão ser disputados novamente em quadra de carpete e na mesma cidade de Pau. O capitão da equipe francesa, Guy Forget, estava convencido de que a escolha de uma superfície rápida determinou o resultado diante de Guga e Meligeni e vai repetir a receita. Nestas condições, a França tem boas condições de chegar mais uma vez a final da competição.
O entusiasmo da torcida também ajudou a levar a França a mais uma semifinal. Na partida de Pioline e Guga, os franceses conseguiram deixar o brasileiro perturbado. O clima parece ter chegado também aos juízes de linha. As marcações, muitas vezes duvidosas, sempre favoreciam os tenistas da casa. E numa quadra rápida, como o Taraflex, o juiz de cadeira, a não ser em casos extremos, não tem como contestar a marcação.
Num ginásio com capacidade para quase oito mil pessoas, os franceses fizeram a festa. Mesmo com todos os lugares marcados, a organização não foi a marca do último dia de jogos. Espaços reservados para a imprensa, por exemplo, foram invadidos, com os organizadores fazendo vistas grossas. Se fosse no Brasil, certamente os brasileiros teriam recebido algum tipo de punição.

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