Rio de Janeiro - A corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Eliana Calmon, afirmou ontem que existem pelo menos 87 juízes ameaçados em todo o Brasil. Para ela, o Judiciário está ''cochilando'' em garantir a segurança desses magistrados.
Calmon enviou em junho ofício para todos os tribunais do país, questionando casos de juízes que sofrem ameaças e que necessitam de escolta. Segundo ela, nem todos os tribunais responderam, como os tribunais de Justiça de São Paulo e Minas Gerais, por exemplo.
O tribunal do Rio informou que 13 magistrados contam com seguranças por estarem ameaçados (sete desembargadores e seis juízes de primeira instância), mas que a juíza Patrícia Lourival Acioli não estava entre eles.
''Temos cochilado um pouco nas medidas de segurança dos juízes. Não se pode, por exemplo, ter uma vara tão forte e rigorosa, como a da magistrada assassinada, com um único juiz responsável'', disse Eliana Calmon.
A ministra ainda afirmou que o Tribunal de Justiça do Rio já havia oferecido à Patrícia que ela mudasse de vara, mas ela negou a oferta. ''Foi informado que ela sempre dizia que quem quer fazer algum mal não ameaça, simplesmente faz'', disse.

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