Curitiba - O Paraná apreendeu, durante o ano passado, 3,9 mil armas. Desse total, 64 eram de uso restrito. Esses números foram apresentados ontem pelo secretário de Estado da Segurança, Luiz Fernando Delazari, durante reunião do secretariado.
O desarmamento da população é um dos pilares das ações da Secretaria. O secretário exibiu slides com números que revelam, segundo ele, redução em alguns índices de criminalidade. Roubos a bancos teriam diminuído 43% no último ano, e estupros 28%. Por outro lado, o aumento registrado em roubos e furtos de veículos foi de 15%, de acordo com os dados da Secretaria de Segurança.
Segundo Delazari, a dívida herdada do governo Jaime Lerner (PSB) e não empenhada em 2002 foi de R$ 25 milhões. O secretário afirmou que as pendências foram pagas e que sua pasta executou R$ 12 milhões previstos no orçamento em 2003. E pretende investir cerca de 55 milhões este ano. Delazari comparou o orçamento anual de sua pasta à dívida mensal que o Estado paga ao Banco Central (BC), por conta do saneamento do Banestado (R$ 47 milhões/mês).
Delazari apresentou projetos da secretaria: para Londrina, ele destacou o aumento de 100 policiais no efetivo local, além de novas viaturas, por causa dos alto índice de criminalidade. Na fronteira, o Estado pretende atuar através do Gefron. Esse projeto cuja implementação está prevista para dezembro deste ano prevê a atuação conjunta das polícias nas fronteiras do Estado com Argentina e Paraguai. Segundo Delazari, 50% da maconha localizada no Paraná são apreendidos na fronteira.
Em relação aos bingos, videoloterias e caça-níqueis, Delazari disse que foram apreendidas no ano passado cerca de 5 mil máquinas. Para o governo, os bingos servem para lavagem de dinheiro do crime organizado.
Delazari destacou o policiamento comunitário, que é a aproximação da polícia com a comunidade. Os policiais trabalharão sempre nas mesmas localidades, e se apresentarão à população. O secretário informou que o Estado contratou 1.050 novos policiais militares e que não quer mais alugar viaturas para a polícia. Isso em função do custo elevado: um milhão de reais por mês (R$ 2,5 mil em média por viatura). A meta é comprar viaturas e deixar de alugar os carros.

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