Quase 3 milhões ocupam Copacabana
PUBLICAÇÃO
sábado, 02 de janeiro de 1999
Agência Estado 
O Réveillon de Copacabana foi uma festa para todos os bolsos e gostos, com a participação de quase 3 milhões de pessoas, que se espalharam pela areia e pela calçada ou viram tudo de cima, nos apartamentos e hotéis. Cariocas e turistas (metade deles vindos de São Paulo, segundo a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira) comemoraram o Ano Novo a partir do fim da tarde do dia 31 e até as primeiras horas deste ano, sob uma lua cheia que insistiu em contradizer as previsões da meteorologia e ficou firme no céu a noite inteira.
Só não foi perfeito para quem esperou anoitecer para tomar o metrô que estreava no réveillon de Copacabana. A estação Arcoverde, inaugurada no meio do ano passado, prometia acesso fácil da Zona Norte e até da Baixada Fluminense à praia. Quem se adiantou viajou com conforto, porque os vagões circularam com lotação normal durante a tarde. Mas pouco depois das 20 horas o número de passageiros foi aumentando e o fluxo dos trens não deu vazão aos milhares de pessoas que tentavam chegar a tempo. Houve tumulto, algumas pessoas passaram mal e, pouco antes das 23 horas, era tanta gente que, para desafogar as estações, as passagens não foram mais vendidas durante 40 minutos.
No Edifício Chopin, ao lado do Copacabana Palace e endereço da atriz Maitê Proença e de socialites como Narcisa Tamborindeguy e Regina Marcondes Ferraz, entre outras, houve pelo menos quatro festas. No décimo andar, Madeleine Saade e Cláudio Lins, receberam 200 pessoas para homenagear a apresentadora Hebe Camargo, que passou o Réveillon no Rio pela primeira vez. É a maior festa do mundo, definiu Hebe ao chegar, num tailler longo, branco, e uma gargantilha de brilhantes com o desenho de um cometa que se enrolava em seu pescoço.
Mais adiante, no Othon, um grupo de turistas italianos se preparava para assistir, na areia, à passagem de ano e à queima de fogos. Eles tinham vindo de Roma e pretendiam continuar a festa depois, numa das suítes do hotel. Não ficaram decepcionados. O show durou os 15 minutos prometidos e era difícil escolher para onde olhar, apesar de não terem aparecido os anéis de saturno e corações prometidos pela fogueteira Patrícia Junqueira, uma das responsáveis pelo show. Não fizeram falta, até porque, além da chuva de luz colorida, um dirigível com propaganda da Goodyear fez acrobacias antes e depois do show de fogos, chegando bem perto de quem estava na areia.
Já no Posto Seis, a meio caminho entre Copacabana e Ipanema, o governador do Estado do Rio, Anthony Garotinho (PDT), comemorava a passagem do ano em família, na casa do ex-deputado Pereira Pinto, pedetista de primeira hora, que foi secretário do primeiro governo de Leonel Brizola. Acompanhado de Rosinha, sua mulher, e dos seis filhos, ele preferiu ficar em casa, e não assistir aos fogos. É muita gente e seria difícil alguém não se perder, explicava ele. Mas Rosinha e eu já assistimos ao show em 1995, quando viemos sozinhos para o Réveillon do Rio.


