Curitiba - A Polícia Civil do Paraná confirmou ontem que o delegado-adjunto da Homicídios da capital, Cristiano Quintas dos Santos, comandará as investigações sobre o assassinato da adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, ocorrido em junho em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Antes dele, Silvan Rodney Pereira, da unidade do Alto Maracanã e que foi afastado e preso após denúncia de tortura; Fábio Amaro, de Pinhais; e Guilherme Rangel, da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), que está de férias; estiveram à frente das investigações.
O inquérito corre em segredo de Justiça, mas diversas informações acabaram vazando para a imprensa desde que o corpo da jovem foi encontrado em um poço de água num terreno baldio, no dia 28 de junho. A investigação sobre o assassinato foi reiniciada no dia 15 de julho, após determinação da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). O primeiro inquérito, que apontava o envolvimento de quatro suspeitos (Adriano Batista, de 23 anos, Sérgio Amorin da Silva Filho, de 22, Paulo Henrique Camargo Cunha, de 25, e Ezequiel Batista, de 22), não foi acatado pelo Ministério Público. Os promotores consideraram que não tinham provas suficientes para oferecer denúncia contra os rapazes. O trabalho inicial de investigação foi posto em cheque pela denúncia de tortura praticada contra os rapazes, e por um laudo pericial da Polícia Científica apontando que o sêmen encontrado na calcinha da jovem não batia com o DNA de nenhum dos quatro suspeitos.
Há uma semana o MP concedeu à polícia mais 30 dias para a conclusão do inquérito. A solicitação tinha sido feita pelo então delegado responsável, Guilherme Rangel, no dia 15 de agosto. Conforme o MP, o prazo foi estendido porque algumas diligências ainda estão pendentes, assim como resultados de exames periciais.
"O caso não parou, seguiu em andamento após o inquérito ter retornado do MP para a polícia. O fato de ter ou não um delegado presidindo o inquérito não interfere nos procedimentos", disse o delegado-geral Riad Braga Farhat.

Cid
Ontem, durante a posse da nova procuradora geral do Estado, Jozélia Nogueira, em Curitiba, o governador Beto Richa comentou as recentes disputas entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Sesp. "Vamos continuar mantendo um bom diálogo com o MPPR e acredito que esse embate logo será resolvido", disse. Questionado sobre a possibilidade de o secretário de Segurança Pública, Cid Vasques, deixar a pasta, ele foi incisivo. "O secretário não deixa o cargo." O Conselho Superior do MP solicitou a Vasques, que é procurador, que se manifeste oficialmente em até cinco dias sobre o pedido de revogação de sua licença, feito pelo Gaeco. O Grupo alega incompatiblidade entre as instituições.

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