Quarenta e sete por cento dos italianos se consideram felizes
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terça-feira, 23 de abril de 2002
Agência Efe 
Roma - Os italianos se consideram um povo feliz, ou pelo menos sete em cada dez cidadãos expressaram essa posição numa pesquisa do instituto de opinião Astra-Demoskopea.
Num universo de 2.002 habitantes entre 14 e 79 anos, a enquete revela que 47 por cento dos italianos se declaram muito felizes e 35 por cento moderadamente felizes.
Apenas 18 por cento, o equivalente a oito milhões de pessoas, situa seu grau de satisfação abaixo dos seis pontos, afirmou o sociólogo Enrico Finzi ao apresentar o Termômetro da Felicidade.
Finzi disse que se alguém ainda tinha dúvidas, o dito popular que o dinheiro não traz felicidade é absolutamente falso, porque na classificação lideram, certamente, as pessoas com poder aquisitivo e consumo mais elevado, ou seja, empresários e altos executivos (7,6 por cento).
A pesquisa, promovida por uma multinacional por ocasião de seu 75 aniversário, desmente um lugar comum: nas cidades, apesar da contaminação e da vida conturbada, a felicidade pessoal está mais garantida (7,5 por cento) que nos povoados do interior.
Na Itália das duas áreas industriais, é mais feliz quem vive no nordeste, quando se tem entre 14 e 34 anos e, sucessivamente, se for empregado, professor e homem.
Os motivos da própria felicidade são relacionados majoritariamente, nesta ordem, com a realização dos projetos desejados, família, saúde, trabalho, amor e sexo.
Os italianos consultados opinam que no passado eram muito menos felizes (6,08 em média) e que esperam que no futuro não caberão em si mesmos (8,68 de média).
Dois personagens locais do mundo do espetáculo e da televisão precedem ao Papa João Paulo II na lista aberta das pessoas mais felizes com seu sorriso, na qual o jogador de futebol brasileiro Ronaldo ocupa o sexto lugar.


