Londrina – Para atravessar os 120 metros do Bosque Central que separam o apartamento onde mora até o Centro Comercial, a aposentada Olga Marques da Silva coloca um lenço sobre o rosto e aumenta o ritmo da caminhada. "Quanto mais rápido passar por aqui, melhor. O mau cheiro é demais", reclamou. No 15º andar do São Paulo Towers, prédio vizinho ao bosque, não se atreve a abrir a janela. "Pessoas já morreram e até hoje não tomaram um atitude. São os pombos ou nós, não dá mais", criticou.
O abate dos pombos é defendido por parte dos moradores da redondeza e, eventualmente, por quem passa pelo bosque todos os dias. A dona de casa Gilda Aparecida Nunes, de 60 anos, contou que não suporta mais a sujeira e que sempre que pode contorna o local. "É um lugar muito bonito para estar abandonado. Se for preciso, creio que deveriam abater os pombos", defendeu. O auxiliar de cartório Alisson Guilherme, de 19 anos, acredita que a prefeitura ainda pode encontrar uma alternativa, mas em último caso, também se diz favorável ao abate.(C.F.)

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