Londrina - Se de um lado, os idosos das pequenas cidades sofrem com falta de recursos como unidades de saúde de alta complexidade, de outro também desfrutam de melhor qualidade de vida com o sossego do interior. Índices baixos de violência e a facilidade de locomoção são apontados por eles como as maiores vantagens da vida pacata.
Antônio Onibaldo Melhado, de 67 anos, mora em Floraí há quase 40 anos. Trocou Maringá pela pequena cidade e não se arrepende. "Eu gosto daqui. É tudo perto, tudo fácil. Quando saí de Maringá, ainda dava pra se morar lá. Agora aquela correria não me serve mais", diz o aposentado. A maioria dos entrevistados pela FOLHA disseram temer o trânsito das grandes cidades.
O temor encontra fundamentos quando os dados de violência no trânsito são analisados. Somente em 2015, 36 pessoas morreram atropeladas em Londrina; 21 delas eram idosas. Para coibir essa taxa de mortalidade, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) priorizou os idosos nas ações de prevenção a acidentes de trânsito.
Segundo a gerente regional da Escola de Trânsito do DER, Franciele Cardoso, ações de conscientização foram realizadas em parceria com o municípios. "Cerca de 300 idosos receberam instruções de prevenção, uma vez que o reflexo deles ficam comprometidos com a idade", conta. "As mudanças ocorrem muito rapidamente e o trânsito se torna cada vez mais dinâmico. Então é preciso trabalhar para se reduzir essas mortes". (C.F)

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