Em Londrina, o Sest/Senat - que oferece serviço social e de aprendizagem para os trabalhadores da área de transportes - oferta os cursos de capacitação obrigatórios pela lei voltados para quem trabalha com transporte de passageiros, escolares, cargas perigosas e veículos de emergência. "Além disso, temos cursos de formação e qualificação de motoristas", relata o diretor Campolim Torres Neto.
O curso para transporte de cargas perigosas tem carga horária de 50 horas e deve ser atualizado a cada cinco anos para garantir o direito de continuar conduzindo veículos carregados de materiais que ofereçam risco à vida e ao meio ambiente. As aulas englobam conteúdos sobre segurança, relação interpessoal, primeiros socorros, mecânica, cuidados com a natureza, sinalização do local do acidente e direção defensiva. "O motorista não pode transportar esse tipo de produto sem o curso atualizado", explica.
O motorista Vagner Ribeiro Fernandes, de 42 anos, trabalha em uma empresa de materiais de construção e, diante da necessidade de transportar tintas, buscou o curso do Sest/Senat. "Já transporto materiais secos, mas a tinta é inflamável, por isso precisei frequentar o treinamento", diz ele, que garante estar preparado para enfrentar o transporte de cargas perigosas. "Aprendi bastante sobre o assunto e vou poder colocar em prática no trabalho. O curso também é interessante porque faz a gente relembrar as regras básicas de segurança que, com o passar dos anos, acabamos esquecendo", revela ele, que já trabalha há dez anos dirigindo carretas. "Na estrada, temos que praticar a direção defensiva sempre, para poupar a vida das outras pessoas. Um acidente como esse de Morretes é um alerta para redobrarmos os cuidados", acredita.
Na sala do curso de reciclagem dos profissionais, o motorista João Jarbas, de 45 anos, precisou renovar o curso para cargas perigosas porque, após dez anos transportando apenas grãos, obteve uma oportunidade para transportar baterias de veículos. "Já trabalhei nesta área há muitos anos, mas agora vou voltar e preciso fazer a qualificação", explica ele, destacando que o motorista tem que estar sempre alerta, não importa o produto que carregue. Na estrada, ele também considera que a própria segurança e a das outras pessoas que trafegam pelas vias é a maior preocupação do profissional. "Um caminhão já tem um grande potencial de provocar danos. Com uma carga perigosa, é praticamente uma bomba que temos na mão", opina. (C.A.)

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