Cubatão, SP, 08 (AE) - O município de Cubatão, na Baixada Santista, viveu hoje um dos dias mais críticos em termos de poluição. E entrou novamente em estado de tenção. Não bastasse a estiagem prolongada e as condições desfavoráveis para a dispersão dos poluentes, o vento noroeste transformou a cidade em uma "panela de pressão", piorando a qualidade do ar na Vila Parisi e na área central do município. As estações medidoras da poluição chegaram a registrar 294 microgramas de poluentes por metro cúbico de ar, no período da manhã. A partir de 400 microgramas é decretado estado de alerta que pode significar o fechamento de algumas unidades industriais.
Segundo o serviço de Meteorologia da Base Aérea de Santos, hoje foi o dia mais quente do ano na região, com os termômetros registrando 38,7 graus, ao meio-dia, em pleno inverno. A situação, considerada preocupante nos últimos dias, piorou a partir deste horário, levando os técnicos da regional da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) a determinarem que algumas indústrias da região molhassem seus pátios para eliminar um pouco a poeira, medida que também foi adotada em relação às pistas que dão acesso ao parque industrial.
De acordo com a gerente da Cetesb em Cubatão, Maria da Penha Alencar, as condições atmosféricas da região estiveram muito ruins hoje também em função do fenômeno da inversão térmica, comum no período de maio a setembro, quando a estatal desencadeia a Operação Inverno, fazendo uma série de recomendações às indústrias. "Acredito que a situação comece a melhorar com as chuvas, previstas para amanhã, ajudando na dispersão dos poluentes", afirmou.

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