Londrina - O nível de poluição do Ribeirão Lindoia (Zona Norte de Londrina) está sendo analisado por técnicos da Sanepar. O mau cheiro nas proximidades é uma das maiores reclamações de moradores da região. ''Tem dia que a água parece café de tão suja e aparece muita espuma na superfície '', afirmou o aposentado Alfeu Alves, morador há 27 anos do Conjunto Mister Thomas (Norte).
Alves acrescentou que o cheiro proveniente do ribeirão é muito forte principalmente durante a noite. Para ele, ''as pessoas não têm consciência e jogam muito lixo no mato e na rua e quando chove vai tudo para o ribeirão.''
Para minimizar os problemas, técnicos da Sanepar coletaram água em 20 pontos estratégicos do ribeirão. Foram percorridos 12 quilômetros da nascente até a ponte da Avenida Angelina Ricci Vezozzo, abaixo do Lago Norte.
De acordo com a gerente regional da Sanepar, Mara Lucia Kalinowski, a intenção é medir a quantidade de oxigênio presente no leito, o que possibilita indentificar o nível de poluição. O índice ideal, segundo ela, é de cinco miligramas de oxigênio por litro, conforme a Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).
''Se as análises apontarem um índice abaixo de dois mg/l significa que o local não conta com vida aquática. Não acreditamos que isso vai acontecer'', disse Mara, ressaltando que se o índice variar entre três e cinco mg/l será necessário investigar as causas e controlar a situação.
Entre as principais causas da poluição, a gerente destacou o excesso de matéria orgânica, que pode chegar por esgoto clandestino ou ser proveniente de indústrias da região. ''Precisamos identificar a origem do problema. O Ribeirão Lindoia desempenha um papel importante e forma o Lago Norte'', destacou.
A Sanepar informou ainda que as análises farão parte de um relatório operacional, com um mapa que vai mostrar os valores de oxigênio encontrados. Os resultados serão apresentados para a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Vigilância Sanitária.
Para a dona de casa Tereza Zeferino, moradora do Conjunto Jesualdo Garcia (Norte), fica a esperança de mudanças e de que a comunidade não precise conviver mais com o mau cheiro. ''Eu e meus vizinhos ficamos incomodados com a situação. Às vezes a água fica verde'', lamentou.

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