Imagem ilustrativa da imagem 'Quadro Negro' faz apreensões em Londrina e outras 11 cidades do PR
| Foto: Fábio Alcover - Grupo FOLHA

A sexta fase da Operação Quadro Negro, que combate desvios e pagamentos de propinas relativas a construções e reformas de escolas estaduais entre 2012 e 2015, prosseguiu nesta quinta-feira (8) com a apreensão de documentos e aparelhos em doze cidades do interior do Paraná, incluindo em dois endereços de Londrina.

Segundo o coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Paraná, Leonir Batisti, a análise da documentação apreendida em nove dos 35 endereços visitados já indica o recebimento indevido de R$ 3,6 milhões .

A Operação Quadro Negro apura pagamentos por obras da Secretaria Estadual de Educação que não foram executadas durante o governo Beto Richa (PSDB) e pagamentos de propinas a servidores públicos e agentes políticos para a liberação destes pagamentos indevidos.

A sexta fase da operação, deflagrada nesta quarta (7), começou com o cumprimento de buscas e apreensões em 21 residências em Curitiba, Castro, Cascavel e Campo Largo, e mais a sede de uma empresa. A sequência, nesta quinta, deu cumprimento a outros 17 ordens judiciais pelo interior – até as 12h, 14 mandados haviam sido cumpridos.

Os mandados foram cumpridos nas residências de empresários nas cidades de Londrina (dois locais), Cascavel (três), Tomazina (dois), Umuarama (dois), Maringá, Foz do Iguaçu, Pitanga, Realeza, Itaipulândia, Pato Branco, Ponta Grossa e Paranavaí.

A exemplo do ocorreu na quarta-feira, 7 de agosto, o objetivo das buscas foi a apreensão de celulares, computadores, documentos ou valores. Três pessoas foram presas em flagrante: duas em Tomazina, por posse ilegal de armas, e uma em Pato Branco, por posse ilegal de munição.

Segundo Batisti, as buscas desta quinta tentam encontrar provas da participação de empresários de 14 empresas que também teriam participado do esquema criminoso, que somam-se às 21 empresas que tiveram os mandados cumpridos na quarta.

O coordenador do Gaeco – braço especializado do Ministério Público no combate ao crime organizado – afirma que ainda não há uma estimativa de desvios das empresas investigadas na sexta fase, mas os documentos apreendidos nos imóveis relativos a nove das 35 investigadas indicam pagamentos indevidos da ordem de R$ 3,6 milhões.

Apurações do TC (Tribunal de Contas) do Paraná e do MP verificaram o pagamento de cerca de R$ 30 milhões por obras não executadas ou por aditivos contratuais desnecessários nas construções de escolas estaduais, objeto de investigação da Operação Quadro Negro. Já as propinas – efetivamente pagas e as prometidas – passam de R$ 2,16 milhões, conforme a delação de colaboradores.

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