Quadrilhas de contrabandistas movimentavam R$ 3 bi ao ano
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quinta-feira, 16 de junho de 2016
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
A Operação Celeno, realizada pela Polícia Federal, desarticulou ontem uma organização criminosa que atuava em pelo menos quatro Estados, com a movimentação de mercadorias contrabandeadas. Até o final da tarde, haviam sido cumpridos 28 mandados de prisão, sendo cinco no Paraná; 14 de condução coercitiva, em que as pessoas foram encaminhadas para prestar esclarecimentos; e 77 de busca e apreensão. Além de equipamentos eletrônicos e mercadorias ilegais, sete aeronaves de pequeno porte foram apreendidas, uma delas no Aeroporto 14 Bis, no Distrito da Warta, em Londrina.
Conforme a assessoria da PF, os quatro grupos investigados desde 2013 movimentaram cerca de R$ 3 bilhões por ano em produtos trazidos ilegalmente de Salto Del Guairá, no Paraguai. Ao desembarcar no Brasil, as mercadorias eram levadas a entrepostos de armazenamento e depois seguiam pelas estradas em caminhões e carros. Alguns produtos eram comercializados em empresas de São Paulo e Ribeirão Preto.
O Aeroporto Edu Chaves, em Paranavaí, foi o principal local escolhido para o transporte de grande parte dos produtos. As investigações da Polícia Federal apontam que, pelo menos, 12 aeronaves faziam parte do esquema ilegal. Além dos sete aviões apreendidos ontem, outros quatro foram identificados e apreendidos ao longo da investigação. Entre eles, um monomotor com marcas de tiro encontradas pela Polícia Civil no aeroporto de Paranavaí. A aeronave foi interceptada pela Força Aérea Brasileira (FAB) quando retornava com mercadorias contrabandeadas em outubro do ano passado.
O Aeroporto Edu Chaves, utilizado pelos grupos, é administrado pela Prefeitura de Paranavaí. O secretário municipal de Comunicação, Carlos Augusto Costa, afirmou que a prefeitura é responsável apenas por garantir a infraestrutura necessária para viabilizar pousos e decolagens durante o dia. "Temos um funcionário que registra os voos durante o dia. Ninguém fica no local à noite para fiscalizar", explicou.
Segundo ele, todas as informações necessárias para a investigação serão repassadas à Polícia Federal. Em nota, a prefeitura reforçou ainda que "não tem conhecimento sobre possíveis atos ilícitos" no aeroporto municipal.(Com Folhapress)


