Quadrilha será indiciada por peculato
O responsável pelas investigações, delegado Marcus Vinícius Michelotto, da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas, acredita que existam mais de 50 filiais, inclusive, em estados não abrangidos pela operação como Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Paraíba e Brasília. A polícia do Paraná irá repassar informações para esses estados para que as autoridades locais, também, tomem providências em relação às ONGs.
Em Curitiba, foram presos João César Chiquetto, 42 anos, que seria ''braço direito'' de Arnaldo e Waldemar Braz, Ismael Avanzi, 50, Adalcina Fermina de Paula Avanzi, 47, e Paulo Artur Avanzi, 21.
Foram detidos, ainda, Clóvis Avanzi, 52, em Ponta Grossa; Adilson Fermino de Paula, 44, em Londrina; Cristiane Mafra de Araújo, 37, e Nilcéia Brás Deusdara Tourinho, 44, em Maringá; e Cláudio Ciusz, 34.
Com exceção das contadoras, os demais seria chefes de arrecadação. Houve prisões em Joinville (SC), Porto Alegre (RS), São Leopoldo (RS), São Paulo e São José dos Campos (SP).
O grupo será indiciado por peculato, formação de quadrilha e enriquecimento ilícito. A pena pode variar de três a 15 anos de prisão.
O delegado Michelotto explicou que é atribuído crime de peculato porque apesar de não serem funcionários públicos de fato são considerados como tal por exercerem função que seria do Estado em troca de isenção de impostos. (A.L.)





