Quadrilha sequestra mãe de gerente de banco
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quinta-feira, 06 de maio de 1999
Por Marcelo Godoy 
São Paulo, 07 (AE) - Uma quadrilha sequestrou a aposentada Olga Pacheco, mãe de uma gerente do Banco Sudameris, e obrigou a filha a pagar como resgate R$ 100 mil, retirados do cofre da agência na Rua Augusta, na Bela Vista, centro de São Paulo. A ação dos criminosos durou cerca de duas horas e meia. Até a noite de hoje, a polícia não tinha pistas dos assaltantes.
Os criminosos chegaram à casa de Maria Olga Pacheco, gerente do Sudameris, em Mirandópolis, zona sul, por volta das 6h40. Um deles estava com uma cesta de café da manhã. Disse que se tratava de uma entrega para a bancária, que mora com a mãe. A gerente abriu o portão, apanhando a cesta, e fechou-o novamente.
O falso entregador apertou a campainha e disse que ía precisar da cesta. Maria Olga esvaziou-a e, quando abriu a porta para devolvê-la, foi dominada pelo entregador e por outro assaltante. Os ladrões entraram na casa e mandaram que a mãe da gerente os acompanhasse. Deram as instruções que Maria Olga deveria seguir para que a mãe fosse libertada. Mandaram a bancária ir à agência em que trabalha sacar R$ 100 mil e levar o dinheiro para os assaltantes num supermercado na Lapa, na zona oeste.
A gerente cumpriu as exigências dos assaltantes. Depois de apanhar o dinheiro, a quadrilha libertou a mãe da bancária em Mirandópolis. Durante o tempo em que esteve com os ladrões, a aposentada ficou dentro de um carro, andando pela cidade. Os dois homens que a mantiveram como refém disseram que ela não deveria se preocupar e tudo sairia bem.
Mais tarde, na Delegacia de Roubo a Bancos, mãe e filha não quiseram dar entrevistas. De acordo com a polícia, o número de sequestros de parentes de bancários para assaltar as agências diminuiu. De um caso registrado por dia na cidade no começo do ano, esse tipo de crime caiu para um a dois por mês.
De acordo com a polícia, os principais motivos para a diminuição das ocorrências foram o fato de a Justiça determinar que esses delitos são extorsões mediante sequestro, o que os torna crime hediondo, com penas mais graves - o roubo é crime comum -, e a prisão de quadrilhas que se haviam especializado nessas ações.


