Curitiba - Cerca de R$ 1,5 milhão em agrotóxicos foram roubados na madrugada da última terça-feira do armazém da Cooperativa Agropecuária União (Coagru), de Ubiratã (96 km ao sul de Campo Mourão). Segundo o Sindicato e organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), de janeiro de 2002 a fevereiro deste ano, 11 cooperativas já foram assaltadas, contabilizando um prejuízo total de R$ 5,8 milhões. Como este último caso foi o mais grave, a Ocepar e representantes de algumas cooperativas vieram ontem a Curitiba pedir à secretaria de Estado de Segurança Pública e de Agricultura uma atitude para solucionar o problema.
''Um de nossos postos de distribuição já tinha sido assaltado no ano passado. Na época R$ 400 mil em defensivos agrícolas foram levados. Mas dessa vez foi muito pior. Eram 20 homens armados, que renderam todos os seguranças e as pessoas que estavam na cooperativa, encostaram um caminhão no pátio, obrigando quem estava lá a carregá-lo. E só levaram os produtos mais caros.'', contou o presidente da Coagru, Aureo Zamprônio. Do total que foi roubado, apenas cerca de 25% estava coberto por seguro. Isso porque justamente por causa dos frquentes roubos deste tipo de produto as seguradoras estão se recusando a cobri-los integralmente. ''Vamos ter que comprar tudo de novo já, prejudicando todos os cooperados'', lementou Zamprônio.
A preocupação com os assaltos, principalmente porque agora as cooperativas estão começando a fazer estoque de agrotóxicos para a safra de inverno, levou representantes do setor a pedir uma atitude mais enérgica do governo do Estado. ''Pedimos que seja montada uma estratégia para combater esse tipo de crime. E recebemos a resposta de que vai ser criada uma força-tarefa para tratar da questão'', afirmou o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, que esteve ontem reunido com o secretário de Estada da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, e da Agricultura e Abastecimento, o vice-governador Orlando Pessuti. Participaram também Zomprônio e o presidente da Cooperativa Batavo, que também já foi assaltada, Frank Dijkstra.
De acordo com nota divulgada pelo Palácio Iguaçu, Pessuti e Delazari prometeram intensificar os trabalhos da polícia especializada para combater este tipo de crime e também reunir todas as entidades do setor para que elas ajudem a identificar o uso de lotes de defensivos roubados.

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