Quadrilha rouba carro-forte
Emerson Dias
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
Uma quadrilha formada por pelo menos cinco pessoas roubou mais de R$ 2 milhões, entre reais e dólares, de um carro-forte da empresa paranaense de transporte de valores TGV, que viajava de Ciudad del Este a Assunção. O assalto ocorreu por volta das 18 horas de anteontem no km 52 da Rodovia Internacional nº 7.
O motorista Oscar Alberto Casco Guayuar contou aos agentes da polícia paraguaia que ele e outros seis seguranças (três estavam fazendo escolta em um outro veículo) foram perseguidos por duas caminhonetes. Duas pessoas dispararam tiros contra o carro de escolta ferindo o braço esquerdo do motorista Santiago Del Valle Jara, que perdeu o controle do veículo, saindo da pista. Outros três integrantes da quadrilha atiraram contra o carro-forte, atingindo os pneus e o pára-brisa.
Eles renderam os quatro seguranças, levaram um malote contendo US$ 400 mil (cerca de R$ 790 mil) e outros três com R$ 1,3 milhão. O dinheiro pertencia ao Banco Plus e à Financiadora Guarani.
O comissário de polícia, Ricardo Diaz, não descartou a possibilidade de funcionários da empresa estarem envolvidos no assalto. Ele disse que a porta foi aberta por dentro. Explicou também que os depoimentos descreveram uma rendição rápida demais. Mas Diaz adiantou que ainda é cedo para apontar culpados.
Os sete funcionários são paraguaios e trabalham na filial da TGV em Ciudad del Este. O encarregado do escritório na cidade, o brasileiro Joel Liberato, não foi encontrado pela Folha, porque estava acompanhando o trabalho da polícia.
Um dos gerentes operacionais da empresa, que é sediada em Curitiba, disse apenas que ainda não sabia do roubo dos R$ 2 milhões. Em Foz, os funcionários informaram que somente diretores da matriz ou da filial em Ciudad del Este poderiam comentar o assunto.
Nenhum funcionário da TGV informou o nome dos responsáveis pela empresa, que é uma sociedade anônima, e nem quantas filiais ela possui no Brasil e no Paraguai.





