Quadrilha leva l,5 milhão em jóias de agência da CEF em Marília
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2000
Por Luiz Carlos Lopes, especial para a AE 
Marília, SP, 22 (AE) - Depois de manterem dez pessoas reféns durante toda a madrugada e parte do dia de hoje, pelo menos sete assaltantes conseguiram levar cerca de R$ l,5 milhão em jóias penhoradas e R$ 40 mil em dinheiro da agência central da Caixa Econômica Federal (CEF), em Marília, no interior de São Paulo. Os reféns foram liberados às l4h30, na altura do quilômetro 40 da Rodovia Castelo Branco; ninguém ficou ferido.
Segundo o delegado José Carlos Costa, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Marília, o assalto começou às l9h15 de segunda-feira, quando, usando uma perua Van Sprinter, os sete assaltantes chegaram na casa do gerente-adjunto da CEF, Oscar Massaru Mituuiti, no Jardim Virgínia. Ele foi rendido junto com a mulher e três filhos. Em seguida, os quatro foram obrigados a entrar no carro e, sob ameaças de espingardas e metralhadoras, mantiveram-se abaixados, enquanto eram transportados para uma chácara, na periferia da cidade.
Ali, o caseiro, sua mulher e dois filhos também foram rendidos e obrigados a permanecer em silêncio durante toda a noite. Com exceção do gerente, todos foram levados para a estrada, permanecendo em poder dos assaltantes até serem liberados. Pela manhã, o gerente foi levado por dois assaltantes até a agência bancária, onde entre quatro a cinco assaltantes renderam os funcionários que chegavam para o trabalho. Ao todo, 50 pessoas foram imobilizadas até que às l0h15 o cofre, equipado com fechadura elétrica controlada por relógio, foi aberto.
Em poucos minutos a quadrilha juntou as jóias, o dinheiro e saiu calmamente da agência, advertindo os funcionários que só avisassem a polícia quando os reféns fossem libertados. Segundo o delegado, há suspeitas de que os assaltantes sejam de São Paulo. Por isso, os reféns foram encaminhados para a capital para tentar fazer o reconhecimento através de álbuns fotográficos.
Costa disse que os marginais abandonaram fotos de casas e carros de vários gerentes da Caixa, o que, segundo ele, indica que o assalto vinha sendo preparado há muito tempo. Uma funcionária disse ao policial que os assaltantes estavam fortemente armados, inclusive com metralhadoras, e equipados com rádio comunicadores e telefones celulares.
O superintendente de Negócios da Caixa em Bauru, Júlio Cesar Toledo, informou que todas as jóias mantidas sob penhor estão seguradas e que os proprietários serão indenizados.


