Quadrilha já teria agido na região
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quarta-feira, 16 de agosto de 2000
Da Redação 
Em 28 de fevereiro, um grupo de oito homens, armados e encapuzados, assaltou um carro-forte da empresa de transporte de valores TGV, na PR-170, no município de Florestópolis (73 km ao norte de Londrina). A ação, que durou pouco mais de 15 minutos, rendeu cerca de R$ 250 mil, que estavam sendo levados para uma agência bancária de Porecatu, 12 quilômetros adiante. O dinheiro seria para pagamento de salários de parte dos funcionários da Usina Central Paraná.
A quadrilha fugiu em um avião bimotor, que pousou e decolou em um campo de pouso da Fazenda São Francisco, a quatro quilômetros do local do assalto. O piloto da aeronave, Uel Leite de Souza, 52 anos, foi preso em Americana (SP), depois de fazer um pouso forçado no aeroclube local. O Paper Navajo 310 sofreu pane elétrica quando sobrevoava Piracicaba. Por rádio, a quadrilha teria se comunicado com comparsas.
A polícia de Americana estava investigando havia meses o uso da pista por criminosos, por isso, agiu rapidamente depois de um contato de um funcionário que testemunhou a cena.
Souza, que morava em Cambé (13 km a oeste de Londrina), usava quatro carteiras de identidade falsas e era procurado pela Polícia Federal como traficante internacional de drogas. Os oito ladrões fugiram do aeroclube em dois carros. Pelas evidências do assalto, a polícia tinha suspeitas de que a quadrilha era composta por assaltantes dos dois Estados. (Leia mais sobre o episódio na página 16)


