Rio, 12 (AE) - Para desligar o alarme de uma agência do Banco Real, na cidade de Macaé, no norte fluminense, assaltantes de banco explodiram a torre de energia da Companhia de Eletricidade do Rio de Janeiro (Cerj), deixando outros dois municípios sem luz por 14 horas. O assalto não foi consumado, mas uma mulher ficou queimada, durante um incêndio a uma casa, e Antônio de Jesus Gonzalez, de 58 anos, teve um ataque cardíaco ao ser assaltado em uma rua escura.
O gerente do Banco Real, identificado como Marco Antônio
foi dominado por cinco homens na Rodoviária de Macaé, às 18 horas de ontem (11), quando voltava para casa, no município de Campos. Ele foi levado até a torre de energia, onde os assaltantes desarmaram peças da base e colocaram dinamites. A torre desabou com a explosão.
Marco Antônio seguiu com os criminosos até a casa do tesoureiro da agência, Pedro Paulo, que mora na cidade. "Eles acreditavam que o tesoureiro tivesse a chave do cofre, mas o banco mudou o sistema de segurança há pouco tempo", afirmou o supervisor das delegacias do norte fluminense, José Carlos Bechara Gomes.
Sem as chaves e com dois reféns que não podiam transportar no único carro de que dispunham, um Voyage, os assaltantes abandonaram o gerente e o tesoureiro, fugindo em seguida.
Os municípios de Carapebus e Quissamã também foram atingidos pela falta de luz. Em Macaé, três casas pegaram fogo. Maria Cláudia Gomes da Costa, de 22 anos, estava em casa com o filho de 2 anos, quando uma vela tombou no quarto, atingindo a cortina. O fogo se espalhou rapidamente. Ela conseguiu tirar a criança, mas ficou gravemente ferida nas mãos e no tornozelo. Maria Cláudia foi operada na Clínica São Lucas e passa bem.

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