Uma quadrilha que vinha assustando quem circulava a noite de ônibus pela BR-376 (Norte do Estado) foi desarticulada ontem pelas polícias Militar e Civil de Marilândia do Sul. Ao todo, foram detidas 12 pessoas - sete adultos e cinco adolescentes - e recuperados diversos pertences das vítimas.
Conforme o sargento da PM de Marilândia, Clodoaldo Ferreira da Silva, a Polícia já vinha seguindo os passos da quadrilha há algumas semanas até que na madrugada de ontem três integrantes do grupo teriam praticado um assalto contra uma boate na cidade. Houve perseguição e dois suspeitos foram presos com duas armas.
Na continuidade dos trabalhos, de posse de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, os policiais acabaram por prender o restante do grupo. Também foram apreendidas mais três armas.
Numa residência, foram localizadas dezenas de bolsas que pertenciam a passageiros de dois ônibus de uma mesma empresa (de linhas que seguiam para Santa Catarina e Rio Grande do Sul) que haviam sido assaltados no mês de maio na região de Mauá da Serra. Segundo o sargento, a quadrilha confessou a autoria dos dois roubos. Os suspeitos presos deverão ser indiciados por formação de quadrilha, roubo qualificado, porte e posse de arma e corrupção de menores.
Para o sargento Luiz Carlos Veríssimo, da 2 Companhia da Polícia Rodoviária em Londrina, essa mesma quadrilha pode ter envolvimento também em outros assaltos à ônibus registrados nos últimos meses. ''De uma fieira só puxamos um monte de peixes'', comparou. Ele destacou que equipes da Companhia também estavam investigando os passos do grupo, que costumava atacar os ônibus nos pontos mais vulneráveis da BR-376 usando bloqueios com carros.
Vítima duas vezes em 15 dias dos mesmos assaltantes, o consultor de comércio exterior disse que teve um prejuízo material de cerca de R$ 7 mil (notebook, calculadora financeira, objetos pessoais e até o passaporte). Chegou a pedir ressarcimento para a empresa de ônibus mas até ontem não havia tido retorno. Hoje, ele pretende ir na Delegacia de Marilândia para fazer o reconhecimento dos suspeitos e tentar recuperar alguns pertences. Por causa dos assaltos, ele trocou o ônibus por carro ou avião.
O consultor disse que a quadrilha apostava na impunidade, agia de ''cara limpa'' e com o mesmo Gol para dar cobertura. ''Na segunda vez, eles foram ainda mais agressivos, queriam mais coisas e ficaram mais tempo dentro do ônibus. Saquearam até o bagageiro e abandonaram a gente em uma estrada rural'', contou.

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