Curitiba- A polícia irá analisar os casos de homicídio dos últimos três anos, com indícios de extermínio ou ''queima de arquivo'', para verificar sua possível ligação com o grupo preso, na semana passada, na operação Tentáculos.
Segundo o delegado da Homicídios, Luiz Alberto Cartaxo de Moura, o número de mortes ligadas à quadrilha pode ser bem maior que as 30 estimadas inicialmente.
O delegado informou que os inquéritos serão confrontados com o material apreendido para se criar um ''banco de provas''. A operação não acabou. ''É possível que outros mandados de prisão sejam expedidos e muitas pessoas ainda sejam investigadas.''
Em 15 dias deverão concluídos os inquéritos gerados a partir da prisão de 13 pessoas flagradas de posse de armas ou drogas. Outras 28 pessoas foram detidas. A conclusão do inquérito que apura a morte do major Pedro Plocharski, em janeiro deste ano, também atribuída à quadrilha, deverá respeitar o mesmo prazo. ''Está, praticamente, esclarecido o crime de que foi vítima o major'', afirmou o delegado.
Cartaxo informou que, além do armamento, foram apreendidos na operação 31 veículos 25 deles estariam com pessoas ligadas a crimes de furtos e roubos de carros, cinco com pessoas envolvidas no tráfico de drogas e um estaria envolvido no homicídio do major.

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