Quadrilha de PMs agia
com tabela de preços
Os crimes cometidos por policiais em troca de recompensa no Mato Grosso não deixa nada a dever às grandes capitais do Sudeste do País. Em agosto do ano passado, a descoberta de uma quadrilha de pistoleiros formada por PMs chocou o Estado. O grupo, conhecido como A Firma, agia há pelo menos cinco anos e até agora foi denunciado pela morte de seis pessoas e a tentativa de homicídio de outras três. Acredita-se, porém, que eles tenham cometido mais de 20 assassinatos.
Entre as vítimas, estavam comerciantes, líderes rurais e pequenos traficantes de droga.
‘‘Dependendo do morto ela poderia variar entre R$ 500 e R$ 30 mil’’, afirma um policial. Os pistoleiros da PM eram os soldados Antônio Alves Costa, o Toninho, Emerson da Silva Marques e Valdecir Alves Borges; o cabo Custódio Alves Juvenal; e o sargento Ademar José dos Santos. Os cinco estão presos preventivamente. Entre os crimes cometidos pela gangue está o do sindicalista Carlos Gonçalves Barros, de 49 anos, executado a tiros em 25 de julho deste ano, em Cuiabá. Segundo o promotor Flávio Fachone, Barros, que era presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais da região de Chapadão II, na capital, foi morto a mando do grileiro Orlando Marques.
Fachone investiga ainda o envolvimento da quadrilha nas mortes do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Garimpo e Filãozeiros de Poconé, Francisco Lima de Jesus, o Chico, e seu vice, Edmar Viana Pereira, o Pio, em junho de 1994.
Na última quinta-feira, a viúva de Chico, Maria Conceição de Jesus, reconheceu dois dos cinco policiais como os mesmos que estiveram em sua casa antes e no dia da morte dos dois garimpeiros.
Chico morreu por axisfia e teve o corpo totalmente carbonizado. Pio levou um tiro na orelha e ficou com 80% do corpo queimado.

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