Quadrilha de crack presa em Curitiba
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quarta-feira, 03 de agosto de 2005
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Promotoria de Investigação Criminal (PIC), em ação conjunta com o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco), prendeu ontem pela manhã acusados de integrar uma das principais quadrilhas de tráfico de drogas em Curitiba e região. Os oficiais também apreenderam metralhadoras e revólveres, uma quantia em dinheiro e veículos. As investigações continuam no Paraná e em Santa Catarina, onde também atua a gangue, em busca do chefe da organização, ainda desconhecido pela polícia.
Após três meses de investigações, com base em denúcias anônimas, a PIC e o Gerco realizaram operação para prender os principais membros da quadrilha em flagrante. João Carlos Coimbra, apontado como coordenador da gangue, foi preso com sua mulher, Edna da Silva Coimbra, conhecida em Curitiba como ''Baronesa do Pó'', pelos crimes de tráfico de drogas, porte ilegal de armas e associação ao tráfico.
Também foram detidos André Luiz Pereira e Selma dos Santos, por porte ilegal de armas e associação ao tráfico de drogas; Joel dos Anjos Ribeiro e Maria Aparecida Muitlstedt Ribeiro, por tráfico de drogas; e Marcos Antônio Pauloski Coimbra, por contrabando de cigarros.
A polícia encontrou com a gangue metralhadoras e revólveres, um valor em dinheiro ainda não contabilizado, uma moto roubada e um carro, além de dois quilos de crack. ''Pegamos eles em 'um dia ruim', com pouco droga, cerca de dois quilos, que depois acabam virando 15 mil pedras de crack, gerando R$ 250 mil. Essa quadrilha também vendia drogas na Cidade Industrial (Região Metropolitana de Curitiba), em Imbaú, Telêmaco Borba, Ponta Grossa e muita coisa ia para Santa Catarina'', explicou ontem à tarde o procurador de Justiça Dartagnan Cadilhe Abilhôa, coordenador da PIC.
O delegado do Gerco, Vinícius Augustus de Carvalho, estima que a quadrilha traficava aproximadamente 100 quilos de drogas por mês. A prisão foi feita através de denúncias anônimas. ''Eles têm características diferentes de traficantes. Têm família, filhos na escola, e, se demorássemos mais um pouco seria difícil pegá-los porque uma hora eles nem chegam a ter contato com a droga'', disse.
Os sete detidos respondem por inquérito policial e as investigações prosseguem, principalmente em Santa Catarina, local de recepção de grande volume dos entorpecentes traficados pela gangue. ''O chefão ainda não foi preso'', afirmou Carvalho.


