Curitiba - O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil do Paraná já prendeu oito criminosos catarinenses por participação em ataques a terminais de autoatendimento no Paraná desde o início do ano. Segundo o órgão, grande parte das quadrilhas que atacam caixas eletrônicos é de Joinville, maior de Santa Catarina. Além de prender oito suspeitos desde janeiro, o Cope também já identificou outros nove envolvidos nestes crimes. A polícia aguarda agora a liberação da Justiça dos pedidos de prisão preventiva.
Conforme o delegado titular do Cope, Hamilton da Paz, os integrantes destas quadrilhas atuam exclusivamente com arrombamentos por meio do uso de maçarico ou serra copo.
Ele contou a gangue foi formada depois que um funcionário de uma fábrica de caixas eletrônicos verificou que era fácil abrir os terminais com maçarico. A partir daí, ele se juntou a outros comparsas e cada um deles foi formando sua própria gangue. "São pessoas que conhecem a técnica de como arrombar um terminal, possuem conhecimento sobre as máquinas e, por isso nunca usam explosivos. Além disso repassam os detalhes para outros bandidos, que formam novos grupos. São bandos diferentes e conseguimos prender alguns destes marginais e identificar outros", destacou.
No final do ano passado a polícia desarticulou a "quadrilha do Batman", considerada a mais especializada em roubo a carros de transporte de valores e arrombamentos a caixas eletrônicos do País. Cinco pessoas foram presas e uma continua foragida.
Entretanto, ressalta o delegado, os grupos não atuam somente na Grande Curitiba. Como eles têm conhecimento sobre as máquinas, migram para o interior do Estado, principalmente para cidades pequenas onde o policiamento é menos intenso e também para outras unidades da Federação.
"Eles participam da quadrilha, aprendem o funcionamento do esquema, saem e formam seus próprios bandos em outras cidades, outras regiões do País. Já no caso das explosões o sucesso nos ataques é menor porque eles não sabem manejar a quantidade de bananas de dinamite", disse.
Essa migração para o interior pode ser verificado pelos dados do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana (Sindivigilantes-PR). Conforme levantamento da entidade, nos três primeiros meses deste ano foram registrados 57 ataques a terminais de autoatendimento, entre arrombamentos, explosões e assaltos ou tentativas de assalto, uma queda de 18,5% em relação ao mesmo período de 2012 (70).
Entretanto a quantidade de ocorrências no interior superou os números da Grande Curitiba. Segundo o Sindivigilantes, dos 57 ataques, 32 foram em cidades do interior, contra 25 na capital e região metropolitana. No ano passado, dos 70 casos, 37 foram registrados na Grande Curitiba e 33 no interior.

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