Quadrilha dava golpe em servidores e aposentados
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
Diego Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Curitiba- Um golpe aplicado em servidores e aposentados do setor público de todo o Paraná levou a polícia a desbaratar uma quadrilha de agenciadores de empréstimos. Seis pessoas foram presas, suspeitas de participarem do esquema e serem responsáveis, ao menos, por golpes de empréstimos consignados que já lhes teriam gerado um lucro de R$ 200 mil. Além de Curitiba, havia uma base em Londrina e outra em Maringá.
De acordo com o delegado operacional da Delegacia de Estelionato e Desvio de Carga (DEDC), Vinícius Augusto de Carvalho, a quadrilha agia há seis meses e o principal alvo eram os servidores públicos aposentados. Começou através dos registros de ocorrências de servidores que viram empréstimos que não foram feitos por eles e eram descontados na folha de pagamento, explica Carvalho.
O grupo chegou a abrir uma empresa chamada Casa do Professor Primário, que teria o pretexto de defender a classe que dá o nome da empresa. A empresa tem sedes em Londrina e Maringá. Entretanto, a empresa trabalhava como agenciadora de empréstimos.
Essa atividade, explica o delegado não é irregular. Mas a maneira como a quadrilha conseguia os empréstimos, segundo a polícia, é totalmente ilegal. Ao procurarem a Casa do Professor Primário, de propriedade de Denize Aparecida Gabriel, detida ontem, os servidores e aposentados eram convencidos a deixarem documentos e o número da senha do PRconsig (senha do servidor para obtenção de financiamentos consignados em folha de pagamentos de funcionários do Estado). É como se fosse uma procuração, conta.
Após o empréstimo inicial que o cliente fazia, a empresa utilizava os documentos e a senha para realizar outros empréstimos sem autorização. A quadrilha fazia contrato de empréstimos de prestações pequenas, mas muitos empréstimos. Então, os servidores não percebiam. Todos os valores conseguidos eram rateados entre eles, afirma.
Denize e os outros detidos responderão por crime de estelionato, falsidade ideológica e formação de quadrilha. Oito vítimas já foram identificadas e a polícia acredita que haja muito mais. O advogado de defesa de Denize, Edgar do Maranhão, não quis se pronunciar sobre o caso antes de conhecer o teor das denúncias.


