São José dos Campos, SP, 07 (AE) - O segurança Rubens Firmino de Normando, de 29 anos, viveu horas de terror durante o assalto a um carro-forte da empresa de transporte de valores Brinks, em São José dos Campos, interior de São Paulo. Durante o roubo, os ladrões ataram ao corpo do vigia um cinto que simulava explosivos. Normando teve um cinto com explosivos atado a seu corpo e era ameaçado: a bomba seria detonada se houvesse alguma falha no assalto. Sua família também ficou em poder da quadrilha
para garantir o sucesso da operação, iniciada ontem à noite.
Segundo a polícia, a quadrilha, formada por 12 homens, roubou seis malotes do carro-forte numa das ações mais ousadas registradas nos últimos meses na região. A ação do grupo começou na noite de ontem (06), quando a casa do vigilante, no bairro Jardim Uirá, na periferia da cidade, foi invadida. Normando, a esposa e o filho pequeno foram feitos reféns e levados para um cativeiro, que a polícia ainda não localizou. Um cinto - com um volume no qual se encontravam circuitos eletrônicos - foi atado ao corpo do segurança por volta das cinco horas da manhã de hoje. O vigilante foi levado pelos ladrões até as proximidades da empresa e libertado. Os assaltantes sabiam que Normando participaria da entrega de seis malotes com dinheiro em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, com mais três funcionários da Brinks. Na altura do quilômetro 143, por volta das oito horas, um Vectra com quatro homens cercou o carro-forte. Normando avisou então aos outros seguranças que estava com uma bomba na cintura. Não houve reação. A quadrilha levou os malotes e seguiu pela estrada, no sentido São Paulo-Rio.
A empresa e a polícia foram informadas do roubo pelos seguranças, minutos mais tarde. Normando ficou dentro do carro e foi auxiliado por um bombeiro até a chegada de especialistas em explosivos. O artefato, preso por cadeado à cintura do vigia, foi retirado por volta de 10h30 por integrantes do Grupo de Ação Tática Especial (Gate), de São Paulo. Os policiais detonaram o suposto explosivo num campo do bairro de Vista Verde. Análise mostrou que a bomba era falsa. O cinto continha uma barra de ferro, circuitos eletrônicos e uma bateria.
A mulher e o filho do vigilante foram libertados nas proximidades de Queluz, na divisa dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo o delegado seccional, Roberto Monteiro, a ação foi bem planejada mas há indícios de vazamento de informações da empresa. "Temos alguns fatos estranhos que precisam ser apurados com rigor", afirmou o policial.

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