Quadrilha agia em boates de Maringá
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quinta-feira, 25 de maio de 2006
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
Depois de sete meses de investigação, a Polícia Federal (PF) de três Estados conseguiu desarticular uma quadrilha de tráfico de drogas que atuava em festas em boates de Maringá, em uma operação batizada de ''Bala Doce''. O nome é uma referência à gíria utilizada pelos traficantes e usuários de entorpecentes, que chamam o ecstasy de ''bala'' e o LSD de ''doce''.
Cerca de 80 policiais federais, sendo 60 de Maringá, cumpriram na manhã de ontem 12 mandados de prisão e outros 22 mandados de busca e apreensão no Paraná, em Santa Catarina e em Goiás. Foram presos uma pessoa em Londrina, uma em Florianópolis, outra em Balneário Camboriú e outras nove em Maringá, sendo uma delas o promotor de eventos e proprietário da boate Dot. Quatro delas foram presas em flagrante por estarem portando drogas.
A polícia já havia detido um membro da quadrilha em março e outros dois em Foz do Iguaçu este ano. Em sigilo, agentes federais chegaram a frequentar boates e raves para identificar os principais envolvidos com o grupo. De acordo com a PF, as investigações correm em segredo de justiça, e os nomes dos detidos ainda não podem ser divulgados.
Porém, o agente responsável pela comunicação social da Polícia Federal de Maringá, Celso Secolo, adiantou que a maioria dos presos são jovens universitários, com média etária de 22 anos, e moradores de bairros centrais e nobres da cidade. ''Pessoas costumam associar o tráfico às classes mais baixas, mas nesta operação não tinha ninguém da periferia'', destaca.
Segundo Secolo, além de ecstasy e LSD provenientes de Santa Catarina, a quadrilha comercializava ainda cocaína, haxixe e maconha, todos provenientes do Paraguai e adquiridos em Foz do Iguaçu. A quadrilha vendia as drogas para jovens em festas, raves e boates na cidade. ''Isso deve servir de alerta aos pais, na hora de deixar seus filhos irem às festas. Os jovens envolvidos são universitários que não só estão usando como também traficando drogas'', alerta.


