Londrina - O Colégio Estadual Barão do Rio Branco, no Jardim Petrópolis (zona sul de Londrina), vive um contraste. Enquanto a escola foi reformada, com pintura das salas de aula e corredores e colocação de catracas eletrônicas para controlar a entrada, a quadra de esportes utilizada pelos alunos virou um "mocó". Um grupo de dez moradores de rua está ocupando com frequência a praça esportiva, que fica na frente da instituição de ensino.
O problema se agravou durante as últimas férias escolares. A prefeitura cedeu o local onde foi construída a quadra para uso da comunidade e da escola, que não conta com outro espaço para a prática de educação física.
O ginásio é cercado por um alambrado, mas isso não impede a presença dos andarilhos. Eles ocupam o lugar no final da tarde e passam a noite no espaço. "Algumas professoras nossas já tentaram falar com eles, mas eles não aceitam deixar o lugar. Não sabemos mais o que fazer", lamenta a diretora do Colégio, Jéssica Pieri.
O Núcleo Regional de Educação de Londrina (NRE) informou que não pode tomar providência porque a quadra não fica dentro da escola e pertence ao município. "Já solicitamos ajuda e auxílio por parte da Secretaria de Assistência Social para encontramos uma solução", relata a chefe do NRE, Lúcia Cortez.
A presença dos moradores de rua na quadra traz preocupação aos pais de alunos do colégio. "É um absurdo o que acontece aqui. Além de ser inseguro. Eu não deixo mais as minhas duas filhas virem de ônibus para a escola. Não tem como usar a quadra nessas condições", queixa-se o aposentado José Carlos Beni, de 52 anos.
"Não adianta reformamos a escola e deixar tudo bonito aqui dentro se a quadra está imunda. Os andarilhos invadem o espaço das crianças e atrapalham até as aulas. Alguém tem que recolher esse pessoal", cobra Eliane Motta Porto, presidente da Associação de Pais e Professores.
A secretária Municipal de Assistência Social, Telcia Oliveira, informou que equipes da secretaria têm feito abordagens no local, mas encontra dificuldade porque existe uma grande rotatividade das pessoas que frequentam o espaço. "É uma situação complexa e de difícil solução. Mas estamos buscando saídas para resolver o problema", informa a secretária.
Uma reunião está marcada para a manhã de hoje entre a diretoria do Colégio Rio Branco e representantes da Secretaria Municipal de Assistência Social para dar um encaminhamento para o problema. "Espero que a situação esteja resolvida até o início das aulas no dia 14. Vamos ser preciso fazer uma limpeza e uma higienização completa na quadra, além de capinar o mato da praça", reivindica a diretora.

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