Grozny, Rússia, 11 (AE-AP) - O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, afirmou hoje (11) que a Chechênia deve se livrar de todos os seus "terroristas" antes de propor qualquer diálogo sobre o fim do conflito na república separatista.
Ontem, o presidente checheno Aslan Maskhadov fez uma proposta de paz a Moscou, prometendo reprimir os rebeldes islâmicos que estão operando em outras regiões russas. Em troca, pediu a retirada das tropas russas.
Putin, porém, avisou hoje que não poderá haver conversações sobre o fim da ofensiva russa enquanto "os terroristas responsáveis pelos ataques a vilarejos pacíficos e pelas explosões em prédios residenciais" não estiverem presos na Rússia.
"Vamos primeiro deixar que eles extraditem as pessoas que estão com as mãos tingidas de sangue", declarou Putin.
Desde agosto, militantes islâmicos que estariam usando a Chechênia como base invadiram por duas vezes o vizinho Daguestão e anunciaram que seu objetivo era a criação de um estado muçulmano independente na Rússia.
A Rússia também culpa os rebeldes pelos atentados a bomba que mataram quase 300 pessoas em Moscou e em outras cidades do país.
Em setembro, Moscou começou a lançar ataques aéreos diários e intensos contra a Chechênia, alvejando o que classificou como "posições úteis" para os rebeldes. Os militantes e as autoridades chechenas alegam que centenas de civis foram atingidos pelas bombas russas.
Há quase duas semanas, tropas terrestres russas entraram na Chechênia para tentar estabelecer uma zona de segurança. As forças federais assumiram o controle de um terço da região.

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