GEKHI, Rússia, 06 (AE-AP) - O presidente em exercício Vladimir Putin disse hoje (06) que o último bastião rebelde em Grozny havia sido capturado e que a operação militar para libertar a capital chechena havia sido concluída.
"Há pouco tempo, a última resistência dos terroristas (em Grozny) foi tomada - o distrito de Zavodsky - e a bandeira russa foi hasteada em um dos prédios administrativos," disse Putin, segundo as agências de notícias Interfax e ITAR-Tass. "Então podemos dizer que a operação para libertar Grozny terminou", acrescentou.
Enquanto isto, rebeldes chechenos que conseguiram fugir de Grozny na semana passada se reagruparam hoje em vilas a sudoeste da capital e começaram a rumar para montanhas do sul da república separatista.
Cerca de 2 mil rebeldes que romperam o cerco à capital na semana passada chegaram durante a noite às vilas de Valerik, Zkhan-Yurt e Gekhi-Chu, onde foram recebidos por outros militantes que desceram das montanhas a fim de levá-los de volta para bases em Argun e Vedeno Gorges.
Depois que rebeldes partiram de Valerik e rumaram para as montanhas, forças russas entraram na área para promover uma operação de limpeza. Elas também bombardearam a vila vizinha de Katar Urt, da qual os rebeldes igualmente haviam partido, disseram residentes.
Aviões e helicópteros de combate russos realizaram mais de 50 missões nas últimas 24 horas, atacando supostos campos rebeldes em desfiladeiros de Argun e Vedeno que levam às montanhas, afirmou o comando militar do norte-caucasiano à Interfax.
Forças russas e tropas do Ministério do Interior vasculhavam hoje vilas ao sul e sudoeste de Grozny, onde rebeldes estariam escondidos.
Um grupo de 250 rebeldes tentou durante a noite romper o cerco russo no assentamento de Shaami-Yurt, mas foi rechaçado pelas tropas russas que mataram 150 militantes, divulgou a ITAR-Tass, citando um comando militar.
Entre os rebeldes que conseguiram escapar de Grozny na semana passada estava o líder guerrilheiro checheno Shamil Basayev, que perdeu seu pé direito ao cruzar um campo minado. Ele foi levado para as montanhas depois que seu pé foi amputado num hospital em Valerik, numa operação cujas imagens foram mostradas pela tevê russa NTV.
Os rebeldes insistem que ao fugirem de Grozny tiveram sua posição fortalecida por se livrarem do bloqueio russo e ter agora mobilidade necessária para promover uma guerra de guerrilha.
Os russos afirmam que o êxodo rebelde, e a subsequente morte de vários comandantes russos num campo minado, mostra que as forças federais têm agora o domínio da situação.