São Paulo - Desde o início do ano letivo, as escolas públicas e particulares de Curitiba precisam registrar os casos de bullying (intimidação) em um livro que identifica os envolvidos, qual agressão e as providências tomadas.
''Na semana passada eu vi um menino colocando apelido em um japonês muito tímido. Eu disse que não era o certo e que havia até uma lei sobre isso. Ontem, ele veio me contar que agora os dois são amigos'', diz Jacir Venturi, vice-presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná.
Segundo a diretora do departamento de ensino fundamental da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, Maria José Serenato, as mudanças no regimento escolar estão sendo discutidas com representantes das escolas e devem ficar prontas até o final deste semestre.
De acordo com Serenato, outras medidas, como a adoção de uma lista de ocorrências, já são adotadas por algumas escolas municipais. ''O que muda agora é que existe uma força legal para aplicação'', afirma.
Iniciativas de legislação antibullying, como em Curitiba, não são inéditas no País. No Rio de Janeiro, as instituições que não informam o Conselho Tutelar sobre o bullying pagam multa de três a vinte salários mínimos.

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