O tricampeonato da Imperatriz Leopoldinense (300 pontos) foi recebido com uma vaia pelo público que acompanhou a apuração nas arquibancadas do sambódromo, no Rio. Impassível, o presidente da verde-e-branco de Ramos, Wagner Araújo, disse apenas ‘‘isso é coisa de torcida’’. Torcida que a Imperatriz não levou para a avenida ontem, ao contrário da Mangueira, Mocidade e Beija-Flor, também favoritas ao título.
O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do RJ (Liesa),
Luiz Pacheco Drumond, patrono da Imperatriz e bicheiro, foi mais enfático. ‘‘O público não participa do julgamento’’, resumiu Drumond, que reagiu com indignação sobre a possibilidade de ter favorecido a sua escola por causa de sua posição na Liesa. ‘‘Se eu tivesse facilitado nossa vitória, teríamos ganhado da Beija-Flor (299,5 pontos) por três, quatro pontos, e não por meio ponto. São 40 jurados honrados’’, disse.
O intérprete Neguinho da Beija-Flor, que acompanhou a apuração no sambódromo,
foi irônico ao comentar o desempenho da campeã Imperatriz, que ganhou de sua escola por apenas meio ponto. ‘‘Dizem que o desfile deles é técnico, então temos que aprender essa técnica’’, comentou.
A terceira colocação dada à Mangueira (298,5 pontos) não convenceu seu
presidente, Elmo José dos Santos. Irritado, ele ameaçou não desfilar no ano que vem caso a Liga mantenha no corpo de jurados a galerista Márcia Barrozo do Amaral, mulher do falecido jornalista Zózimo Barrozo do Amaral. Márcia deu 9,5 no quesito Fantasia - a mesma nota foi dada para Enredo e Alegoria e Adereços.
Apontada como uma das favoritas, a Acadêmicos do Grande Rio, que inovou
ao colocar um astronauta sobrevoando o sambódromo durante o desfile, ficou em 6º lugar.

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