O presidente do Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar), Gilberto Leifert, afirmou ontem que a entidade é contra a proibição da propaganda de cigarro, embora seja favorável a algumas restrições impostas pelo projeto.
Gilberto Leifert disse que o Conar encerrou sua participação na discussão.‘‘Restringir sim, mas proibir não. Porém, se a lei vier a ser aprovada no Senado o Conar vai cumprir, como sempre fez’’, disse ele.
O vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP), Dalton Pastori, disse que o projeto vai contra a liberdade de expressão comercial a que todas as empresas têm direito. ‘‘Isso tudo é um absurdo, pois as companhias podem fabricar, distribuir e vender, mas agora não vai dar mais para anunciar? E se cigarro não pode, por que por exemplo pode o açúcar, que é nocivo aos diabéticos’’, perguntou.
O vice-presidente da Philip Morris, Clodoaldo Celentano, também manifestou posição contrária ao projeto. ‘‘Com todo o respeito, foi aprovada uma lei inconstitucional e fora de qualquer padrão de razoalidade’’, disse o executivo da multinacional americana, o segundo maior fabricante de cigarros no Brasil.
O projeto de lei aprovado pela Câmara de Deputados deve seguir na semana que vem para o Senado. Lá a proposta será analisada por uma ou mais comissões antes de seguir para plenário. Caso os senadores aprovem qualquer modificação de mérito no texto, o projeto volta à Câmara para nova votação.
‘‘Espero que isso não ocorra’’, disse ontem o relator do
substitutivo avaliado na Câmara, Jutahy Júnior (PSDB-BA), que torce para o projeto virar lei ainda este ano. (A.E.)

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