Publicitário põe faixa no alto da casa onde mora para denunciar insegurança
São Paulo, 07 (AE) - O publicitário Zenon Barbosa da Silva, de 57 anos, vítima de ladrões no Condomínio Morada dos Pinheiros, em Aldeia da Serra, em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, onde mora há sete anos, encontrou uma maneira diferente de reclamar da insegurança.
Ele amarrou uma faixa no alto de casa, com os dizeres: "Mais uma casa furtada neste condomínio." No dia 28, acompanhado de um amigo, Silva saiu de casa pouco depois das 8 horas. Quando voltou, às 15 horas, encontrou parte da casa revirada.
Deu pela falta do aparelho de videocassete, de R$ 3 mil e alimentos. "Os ladrões entraram pela porta da garagem e, além dos bens materiais, tiveram tempo de beber quase toda a cerveja, pois sabiam que nada aconteceria", afirmou o publicitário.
Segundo Silva, em 1998, depois de uma sequência de furtos em residências nos Condomínios Morada dos Pinheiros e Morada dos Pássaros, com a prisão de quase todos os ladrões, houve a promessa de mais segurança. "Mas, pelo que aconteceu comigo, dá para ver que aqui não existe nenhuma segurança."
Ele fez parte do grupo que organizou a segurança no condomínio. "No meu tempo, eram policiais militares que, nas horas de folga, trabalhavam aqui e nunca houve nada." Para o publicitário, depois da saída dos militares, trocados por porteiros, os ladrões passaram a atacar as casas que ficavam com portas e janelas encostadas e agora permanecem trancadas. "Saí do centro por causa da insegurança e acabei num lugar tão inseguro quando a cidade", queixou-se Silva.
O furto está sendo apurado pela Distrito Policial (DP) de Santana de Parnaíba. "No condomínio, surgiu a suspeita de que o responsável pelo assalto seria o pintor que trabalhou em casa; só que, no domingo, o pintor não esteve lá e a portaria tem a relação de todas as pessoas que entraram", afirmou o publicitário.
A direção do condomínio, segundo Silva, não adotou providências. "O que fizeram foi advertir os homens da segurança para não falar comigo." A polícia está ouvindo os empregados do condomínio que trabalhavam no dia 28. O presidente do condomínio, Paulo Casemiro, foi procurado pela reportagem, mas o funcionário da portaria que atendeu o telefone informou que ele estava fora.





