Brasília, 26 (AE) - O líder do PT na Câmara, José Genoíno, disse hoje que o partido vai examinar as duas propostas de emenda constitucional, enviadas pelo governo ao Congresso Nacional, para possibilitar a cobrança da contribuição previdenciária dos servidores inativos, e a fixação de um subteto salarial para o funcionalismo público, nas três esferas de governo.
Genoíno disse que essas emendas serão discutidas francamente com os governadores do partido com o objetivo de se chegar a um consenso. O líder petista admitiu, no entanto, que se houver uma diferença de enfoque, o partido terá que arcar com o ônus dessa divergência.
Genoíno fez questão de ressaltar que a relação da bancada com os governadores petistas é excelente, porque os três governadores do partido consideraram politicamente os motivos da bancada para não comparecer à reunião com o presidente Fernando Henrique, na última sexta-feira (22).
E essa decisão, segundo o líder, faz com que a bancada também considere politicamente a opinião favorável dos governadores em relação a cobrança da contribuição dos inativos. José Genoíno acredita que não deve haver dificuldades com relação a proposta de um subteto salarial.
Segundo ele, a bancada é a favor e pretende apenas apresentar uma proposta mais clara. Em relação aos inativos, o líder disse que a bancada discorda da proposta do governo, por considerar que ela pune a maioria dos aposentados e tira direitos consagrados.
Nesse caso, explicou, o partido deverá apresentar propostas alternativas, como por exemplo, a fixação de um teto para a aposentadoria dos servidores em torno de R$ 6 mil.
A bancada do PT na Câmara está reunida neste momento para discutir questões que envolvem o partido, inclusive a decisão tomada no encontro do diretório do Rio de Janeiro de recomendar aos seus filiados a entrega dos cargos administrativos no governo do estado do Rio de Janeiro.
Segundo o líder do partido na Câmara, José Genoíno, essa questão está relacionada diretamente com o Congresso Nacional do partido que acontecerá no final de novembro. "Nas vésperas de um congresso é mais do que natural esse tensionamento interno. As pessoas brigam, defendem teses, se apaixonam. Felizmente o PT não é um organismo morto", disse Genoíno.

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