PT e PDT pedem a ACM prioridade para mínimo
Brasília, 30 (AE) - Os líderes do PT, Aloízio Mercadante (SP), e do PDT na Câmara, Miro Teixeira (RJ), vão encaminhar daqui a pouco, ao presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), pedido para que ponha a Medida Provisória (MP) número 2.019, que fixa o valor do salário mínimo a vigorar a partir do dia 3, como primeiro ponto da pauta dos trabalhos do Congresso. "Entraremos num processo de guerrilha total", anunciou há pouco Mercadante. "Queremos que o salário mínimo seja votado; enquanto não votar, o PT vai obstruir os trabalhos do Congresso Nacional". A estratégia do PT e do PDT na Câmara daqui para frente, segundo anunciaram Mercadante e Miro Teixeira, será de enfrentamento e obstrução total da pauta no Congresso, enquanto não for votado o reajuste do salário mínimo. Na obstrução, entra também o projeto do Orçamento Geral da União para este ano, ainda não aprovado pelo Legislativo. Dentro desta estratégia, os partidos de oposição farão também contatos com todos os parlamentares da base governista favoráveis ao reajuste maior do mínimo para que se incorporem ao movimento. Além da obstrução, haverá ações-surpresa para tumultuar as sessões. Recentemente, houve uma amostra desse tipo de comportamento, por ocasião da votação da Lei da Mordaça, quando oposicionistas entraram amordaçados no plenário. Em outra ocasião, entraram no plenário apitando. Mercadante anunciou que é contra a proposta do PFL de elevar o valor do mínimo para 177 reais, a partir de janeiro. "No ano que vem, não sabemos qual o cenário", argumentou. "O salário tem de melhorar agora."





