Londrina – A defesa do ex-presidente do Partido Verde (PV), Marcos Colli, arrolou dois psiquiatras como testemunhas na ação criminal movida contra o réu, que é acusado de estupro de vulnerável e fotografar e filmar três irmãs em poses sexuais e pornográficas. Eles serão ouvidos por carta precatória, já que não residem em Londrina, na última etapa da audiência de instrução no dia 2 de outubro.
Para o advogado Mateus Vergara, os depoimentos dos médicos serão importantes para traçar o perfil psicológico do seu cliente "Eles vão trazer aquilo que, tecnicamente, todo mundo sabe, que Marcos Colli tem um problema, uma doença", explicou.
Já o Ministério Público (MP) entende que as oitivas dos psiquiatras não vão mudar em nada o panorama das acusações. "O que a defesa apontou sobre as motivações para que ele agisse da forma como fez beira o absurdo. Não há nenhuma sustentação para se alegar uma insanidade mental ou patologia. Ele sabia exatamente o que estava fazendo", apontou a promotora Susana Lacerda.
Na sessão do dia 2, além dos dois psiquiatras, serão interrogadas ainda outras duas testemunhas de defesa, entre elas a ex-mulher de Colli. O réu também será ouvido. O resultado da audiência deve ser publicado até o fim de outubro.

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